O número de mortos passa de 144 e outras 730 pessoas ficaram feridas
A ditadura militar de Mianmar informou que ao menos 144 pessoas morreram e outras 730 ficaram feridas no país após um terremoto (que também causou mortes e estragos na Tailândia) de 7,7 graus na escala Richter, o sismo mais devastador na nação asiática em mais de cem anos.
A junta militar de Mianmar declarou estado de emergência e pediu ajuda internacional. Líderes de vários países prometeram apoio, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A tragédia vem complicar ainda mais a situação do país, que é palco de uma guerra civil desde 2021. O conflito já matou mais de 75 mil pessoas e provocou o deslocamento de mais de 3 milhões de civis.
A guerra opõe a junta militar de Mianmar e forças rebeldes e guerrilheiros de minorias étnicas, que se mobilizaram após um golpe de Estado que derrubou a líder do país, Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz de 1991.
Em 2022, o enviado especial da ONU a Mianmar, Tom Andrews, afirmou que China e Rússia estavam fornecendo armas para a junta militar e que esses armamentos estavam sendo usados para atacar civis que realizavam protestos pelo país.
Antes do início do conflito, Mianmar já havia sido palco de atrocidades contra minorias étnicas, que levaram a procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) a pedir em novembro do ano passado que seja emitido um mandado de prisão contra o líder da junta militar do país asiático, Min Aung Hlaing.
Ele foi acusado de crimes cometidos em 2016 e 2017 no estado de Rakhine contra a população rohingya, um grupo étnico minoritário muçulmano, o que gerou um grande êxodo para Bangladesh. À época, Hlaing já era comandante das forças armadas de Mianmar, embora ainda não fosse o líder político do país.
Antes do pedido de prisão feito pela procuradoria do TPI, ONGs internacionais como a Human Rights Watch já haviam apontado que a perseguição aos rohingyas configurou crimes contra a humanidade e limpeza étnica (possivelmente genocídio).
porR3produção