A tradição é que o Oscar de Melhor Filme Internacional fique no país que a obra representa.
Na noite de ontem, o filme “Ainda Estou Aqui”, do cineasta Walter Salles, conquistou o Oscar de melhor filme internacional. Quando o nome do longa-metragem foi anunciado, o diretor se levantou para receber o prêmio, como é costume entre todos os diretores cujos filmes ganham essa categoria. Embora tenha recebido a estatueta em suas mãos, o diretor do longa, Walter Salles não ficará com o prêmio, que ficará em posse do país vencedor, seguindo uma tradição do Oscar.
Ainda não se sabe para que estado brasileiro a inédita estatueta será enviada. Os responsáveis pela estatueta são o Ministério da Cultura e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), que devem dar destino ao primeiro prêmio do Brasil no Oscar. A reportagem entrou em contato a Agência Nacional do Cinema e o Ministério da Cultura, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.
Ao receber a premiação, o cineasta homenageou Eunice Paiva, esposa de Rubens Paiva que protagoniza a obra, e a atriz Fernanda Torres, que interpretou o papel:
“Obrigado ao cinema brasileiro. Estou honrado por receber este prêmio de um grupo extraordinário de cineastas. Este prêmio vai para uma mulher que, até o final de um regime autoritário, decidiu não se curvar e resistir. Isso vai para ela. Seu nome é Eunice Paiva. E vai para as duas mulheres extraordinárias que a viveram, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”.
“Ainda Estou Aqui” venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional no domingo,dia 2 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O longa venceu concorrentes fortes: “Flow” (Letônia), “A Garota da Agulha” (Dinamarca), “Emília Pérez” (França), e “A Semente do Fruto Sagrado” (Alemanha).
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